Joca e a Jangada Mágica

Joca era um menino curioso e cheio de ideias. Ele vivia perto do rio e adorava observar as águas que corriam sem pressa, carregando folhas, galhos e, às vezes, até pedaços de lixo que as pessoas jogavam sem pensar.

Um dia, enquanto recolhia algumas garrafas plásticas para reciclar, teve uma ideia brilhante: construir sua própria jangada com os materiais que encontrasse! Pegou pedaços de madeira velha, garrafas plásticas, cordas desfiadas e até um pedaço de lona rasgada. Com muita paciência e criatividade, foi amarrando tudo e logo sua jangada ficou pronta. Ele a chamou de “Nau Reciclada”.

Naquela manhã ensolarada, Joca empurrou sua jangada até a beira do rio e, com um empurrão forte, embarcou em sua grande aventura. A correnteza o levou devagar, e ele ria de felicidade sentindo o vento bagunçar seus cabelos.

Mas logo o rio começou a ficar mais agitado. De repente, Joca ouviu um barulho estranho. “Ploc! Ploc!” Algo batia na lateral da jangada. Quando olhou para a água, viu um peixinho dourado com olhos brilhantes.

— Oi, Joca! — disse o peixinho, surpreendendo o menino. — Você precisa me ajudar! Meu lar está cheio de lixo, e meus amigos estão em perigo.

Joca arregalou os olhos, surpreso com o peixe falante, mas logo balançou a cabeça e disse:

— Claro! O que eu posso fazer?

O peixinho guiou Joca até uma parte do rio coberta de garrafas e sacolas plásticas. Os peixinhos nadavam com dificuldade entre os resíduos.

— Isso não está certo! — disse Joca, pegando uma rede improvisada que havia feito com uma velha camiseta e começando a recolher o lixo.

Ele trabalhou sem parar, juntando tudo na jangada e deixando o rio mais limpo. Quando terminou, o peixinho dourado sorriu e balançou a cauda.

— Muito obrigado, Joca! Agora podemos nadar felizes novamente!

De repente, algo mágico aconteceu: a jangada começou a brilhar! Um brilho dourado subiu ao céu e, quando Joca piscou, percebeu que estava de volta à margem do rio, com sua jangada intacta e o lixo separado para reciclagem.

Ele olhou para o rio e viu o peixinho acenando com a nadadeira.

— Continue cuidando do nosso lar! — disse o peixinho, antes de desaparecer entre as águas limpas.

Joca sorriu. Sabia que aquela era apenas a primeira de muitas aventuras para proteger o mundo. Afinal, com imaginação e cuidado, qualquer um pode ser um herói da natureza!

FIM!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *